Lyon.
Cidade da Luz.
De dois rios e uma experiência muito viva.
Quem adivinharia que uma amiga de Curitiba, que estudou francês comigo há 6 anos e apenas por um semestre, me hospedaria?
Bem, a vida é boa, assim como foi ficar com Ana Paula Delavigne e Lucien. Eles me mostraram a cidade, eu entrei em um dos bares mais loucos de todos os tempos, com um pouco de trash metal, fogo no balcão e pessoas sem suas camisetas.


A cidade em si é linda, organizada e oferece um bom sistema de aluguel de bicicletas.
Em uma festa brasileira com uma mistura de francesa, notei novamente o quanto eu não sei sobre meu próprio país.
Nota mental: hitchhike no Brasil.
Segunda nota: aprenda francês.
O último dia me levou ao reencontro de amigos que conheci na Coréia (Elsa Lm e Aouicha Stambouli), e com um pouco mais da terceira maior cidade francesa (muito melhor que Paris, devo dizer).
Obrigado Ana e Lucien por me hospedarem, e por favor não encham a caixa de reclamações.

Hora de se dirigir para as montanhas, perto dos Alpes franceses, onde Gautier Montegu, outra pérola francesa da Coréia, estava com sua família.
E que experiência agradável foi esta.
Todo mundo era tão legal, até mesmo a avó, que não conseguia falar inglês, mas estava lá com algumas histórias, frases antigas e piadas que eu mal podia entender.
Foram necessários 4 caronas para chegar nesse local. Uma família que me levou pelo trajeto e mais longo, um jovem francês que tinha uma van e dentro dela sua casa, um homem idoso que retornava de uma pescaria e um velho casal feliz que questionou minha cor de pele quando eu disse que sou brasileiro, no meu bom francês : Je suis Brésilien!


Estar no meio das montanhas tem suas vantagens e estupidezes.
Vantagem número um: subir as montanhas.
Estupidez número um: descer as montanhas.
Você pode pensar que é o contrário, mas não se você estiver em uma bicicleta e apenas alguns minutos depois de ouvir o conselho de seu amigo: é melhor ir rápido quando você está indo para baixo.
Eu apliquei essa frase imediatamente e logo eu estava me transformando em um acrobata sem qualquer habilidade no ar. Alguns arranhões aqui, hematomas lá e uma cicatriz para levar comigo e lembrar-me da grande experiência.
Descoberta: os franceses comem queijo como sobremesa.
Um momento para refletir isso.
E é ótimo. Mesmo com geléia junto.


Experimentando algumas tradições com pessoas adoráveis.
Obrigado à família Montegu também.
Mas vamos à estrada novamente.
Desta vez, ao norte de Valence, uma parada rápida antes de rumar para o sul e ir para a Espanha.

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