Thun é realmente uma jóia escondida no meio dos Alpes. Esqueça Interlaken, o lado mais famoso, que é cercado por dois lagos e cheio de turistas.
Thun é muito mais calma, bonita e relaxante.
Denise compartilhou das mesmas qualidades do lugar, e tivemos conversas incríveis, jantar e planos para compartilhar.


Eu acho que eu deveria mudar minha estratégia e ficar mais dias em cada lugar, mas infelizmente eu tive que sair novamente na manhã seguinte. Agora, para Berna, onde Fernanda se juntaria e uniria forças nas caronas.
Foi a primeira vez que consegui uma carona segurando um guarda-chuva sob a chuva, e diretamente para a estação central da capital da Suíça.
A cidade antiga de Berna é um Patrimônio Cultural da UNESCO, devido às suas construções medievais feitas em uma colina cercada pelo rio Aare. É incrível como os rios são translúcidos e limpos neste país.


Mochila nas costas, era hora de caminhar pela cidade (temos tempo, não precisamos de ônibus) e mais tarde rumar para conhecer nossa nova anfitriã. Na verdade mais de uma. Lia, Lea, Simone e Sheena são estudantes e vivem juntas em um grande apartamento, recebendo couchsurfters quase todos os dias.
Couchsurfing é uma maneira de viajar sem sair de seu próprio quarto, devido à troca de experiências e impressões culturais, e de fato isto aconteceu novamente. Outro cara estava hospedado no apartamento ao mesmo tempo, Bruno, um argentino e malabarista que viaja pelo mundo e tenta ganhar algum dinheiro para continuar na estrada. Mais uma noite maravilhosa e no dia seguinte de volta à estrada.
Eu acho que pode soar fácil nossa aventura de carona pela Europa, mas acho que esqueci de mencionar o quanto temos que caminhar para chegar aos bons lugares para começar essa empreitada. Em média, estamos caminhando cerca de 18 km por dia, então eu posso dizer que o hitchhiking é meu novo esporte. É grátis, uma atividade em grupo, você perde peso e consegue um amigo no final. Depois de suar um pouco para chegar ao posto de gasolina na estrada principal, esperamos não mais de 10 minutos, quando um jovem se aproximou de nós falando francês. Je ne parle pas français. Perdão. Mas Fabian foi divertido, apresentou as coisas ao redor e nos levou a Lausanne, uma cidade junto ao lago de Genebra (um dos maiores da Europa, na fronteira com a Suíça e a França).


Tempo para roubar a Internet da estação principal e encontrar um couchsurfing para aquela noite. Rapidamente recebemos uma mensagem de um italiano, que está aprendendo português e estava disposto a nos ajudar.
Rápido e indolor. Encontraríamos o nosso anfitrião às 19h, então teríamos ainda 4 horas para explorar a cidade. Mas não contávamos com a quantidade de morros por lá. Alguns instantes de mais exercício para nossas pernas e costas cansadas, mas sem queixas.
No momento combinado estávamos na frente do apartamento de Nico, mas ninguém estava lá. Ele não estava online nas últimas 3 horas e não pegamos seu número de telefone, mesmo que ele tivesse o nosso. Certo, ele pode estar atrasado, podemos esperar um pouco.
Uma hora e nada.
Duas horas e nada.
Lá vamos nós, partindo novamente, mas agora sem qualquer perspectiva.
Devemos colocar nossa barraca escondida na cidade?
Devemos dormir na estação de trem?
Nenhuma das opções parecia interessante.


Até que minha pequena e querida amiga Fernanda Yoshida conversou com sua irmã, que mora em Lausanne, e ela concordou em nos receber. Patricia é uma pessoa legal, e como é bom falar o português de novo. Compartilhamos as mesmas coisas da linda Curitiba e conseguimos ajuda de uma pessoa incrível, mesmo que ela ainda não nos conhecesse. Obrigado Patty 🙂
Cerca de uma hora da manhã, uma mensagem de Nico, o italiano que deveria nos receber: “Desculpe, pessoal, esqueci completamente de vocês”.
Bem jogado, cara. Como queria aprender português, ensinei-lhe uma nova palavra: Sacanagem!
Mas não vamos ficar estressados.
As coisas sempre dão certo no final!

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