LIVRO ABERTO

By campodegelo

A vida é um livro, e quem não viaja lê apenas a primeira página!
Espere um pouco, você vai começar com clichês por aqui mesmo? Achei que você era um pouco diferente desses escritores de blogs pé rapados que simplesmente querem o seu “curtir” e uma fama banal.
Calma!

Viajamos para fugir da rotina, para conhecer algo novo, experimentar novos sabores, novos aromas, odores e sonoridades, mas já se imaginou descobrindo a sua própria cultura ao desbravar o desconhecido?
Como assim? Você está maluco?

Posso dizer que desde pequeno convivi com certos preceitos e ideologias de que o estrangeiro é mais pomposo, belo e cheira melhor. Que as músicas gringas tem melhor batida, que as películas são mais sofisticadas, e a culinária é mais farta.
Queria falar inglês antes de dominar a própria língua. Menosprezava o meu próprio quintal.

Comecei a apreciar a pátria mãe apenas ao sair dela.
As comparações, com os lugares por onde passava, faziam com que eu notasse fatos cotidianos que antes ignorava. O ritmo nas ruas, a tonicidade ao falar, os gestos de mãos como maestros da boa prosa.

Provar a refeição do seu amigo ao lado não era mais sempre possível, os xingamentos não eram mais tão frequentes (e eles fazem falta, caralho!), escovar os dentes no trabalho ou faculdade após o almoço era visto com receio.
Como competir contra o calor de um abraço e um reluzente sorriso brasileiro

Até a música brasileira ganhou os meus exigentes ouvidos, e obviamente não estou a falar dos sucessos tocados atualmente nas rádios e programas de TV.
No final das contas, as viagens me trouxeram às minhas origens, clarearam minha turva visão e me ensinaram ainda mais sobre o lado bom do povo brasileiro.
Voltando aos clichês, sinceramente eu não quero ler livro algum da vida, eu quero mais é escrever o meu próprio.
Obrigado!

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