Além do Taj Mahal, de vacas e da saudação Namastê, o que mais vem à sua cabeça quando se fala da Índia?

Se não contarmos a novela “Caminho das Índias” (que por sinal é um péssimo parâmetro), talvez a imagem de um povo espirituoso, zen e praticando ioga, seria a resposta mais adequada, não é mesmo?

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NÃO!

Primeiramente o Taj Mahal não é o local ou monumento mais bonito que o país pode oferecer, mas que não vem ao caso nesse post.

Por conseguinte, vacas estão por todas as partes e realmente são sagradas, então esqueça o seu querido hamburger, pois até mesmo no McDonald’s não encontrará carne bovina. O carro chefe deles além de opções vegetarianas, não passará de frango.

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Todo produto vai ter um símbolo (como o parecido com a bandeira do Japão na imagem acima) indicando se ele é vegetariano ou não, e quando eu digo todo produto, realmente estou falando sem exceções, logo é possível descobrir que até sua pasta de dente  é vegetariana (quem imaginaria isso antes?).

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Namastê é uma saudação formal oriunda da língua híndi, mas novamente se engana que ela é utilizada em todo território indiano. Híndi é apenas uma das 23 línguas outorgadas pela constituição indiana, e se formos considerar os idiomas e dialetos falados no país podemos aumentar esse número para mais de 400. Hoje em dia ‘Hi’, ‘Hello’ ou ‘Hey’ são mais comuns e namastê acabou virando, em certos lugares, um chamariz para turistas desavisados.

Pasmem, ioga não é praticado por todos, e ousaria dizer que há mais praticantes no ocidente que no oriente. Em cidades mais turísticas é muito difícil encontrar um centro confiável, que não queira apenas extrair seu dinheiro, apesar de haver certas regiões conhecidas e recomendadas para as práticas de cada abordagem existente de ioga, como Mysore para Ashtanga por exemplo.

Mas com a quantidade exacerbante de pessoas (1,252 bilhões em 2013), como imaginar um povo calmo, pacato e (se você preferir o termo) zen?

No centro de Mumbai é impossível contar até 2 sem ouvir uma buzina e uma vaca atravessando a rua fará com que o trânsito pare completamente, e elas estão por todos os lados.

Para entrar num trem é preciso batalhar e a guerra continua na saída também (vide vídeo acima).

Apesar disso, lembre-se que o julgamento não deve vir de um estrangeiro, pois o seu umbigo nem sempre está limpo, e apesar de tudo, a coisa em partes flui. Há menos assaltos, mortes, reclamações e certamente menores engarrafamentos em Mumbai do que em São Paulo, no Rio de Janeiro ou até mesmo em Curitiba.

Como diria Adoniran Barbosa:

Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã

O que é uma mentira, mas o próximo trem estará igualmente lotado.

 

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