Tailândia, a terra dos sorrisos

By campodegelo

Tailândia, a terra dos sorrisos!

Um cartaz com esta frase já me alertava para esse fato em algum albergue passado.

Pelo segundo ano consecutivo eu ia me livrar do rigoroso inverno alemão e eu não poderia estar mais contente com isso.

A chegada em Bangkok foi pacata, apesar de ter se prolongado um pouco mais que o desejado, mas isso será abordado em outro texto.

Nova adaptação a um fuso horário, à alimentação, à temperatura e principalmente ao povo local.

Depois de uma noite entre despertadas repentinas  e poucas horas de sono, resolvi que iria me aventurar pela cidade, com o objetivo de analisar um quarto para locação e a localização do escritório, onde eu trabalharei durante os próximos 6 meses.

O Google Maps me indicou o ônibus número 3, e a parada era logo na frente do hotel onde estava hospedado. Simples e eficiente, mesmo com todos os pontos descritos apenas em Thai.

Mas não foi bem assim.

Os preços das corridas de táxi sao relativamente baixos, em comparação com outros países, fazendo com que os coloridos e deteriorados ônibus sejam frequentados, na sua grande maioria, pelo povo local.

Ao chegar no ponto, nenhum sinal da minha viatura.

Percebendo que eu estava um pouco atabalhoado, uma simpática senhora me abordou e constatou que o ônibus que eu procurava não passava por aquela rua.

Experiências anteriores na Ásia me ensinaram que não se pode confiar na primeira opinião, por mais que ela venha de alguém com boa vontade. No passado o Google já venceu, então por que seria diferente agora?

Continuei no ponto.

53, 111, 43, 42, mas nada do maldito 3.

Meia hora se passou e decidi agir.

Entrei na loja em frente do ponto e perguntei pelo meu destino.
Aparentemente eles nao falavam inglês, mas entenderam o meu problema. Um jovem tailandês me trouxe até a rua e começou a gesticular para me mostrar onde eu deveria ir.

Acho mágico o momento que percebem que eu não compreendo bulhufas do idioma deles, mas mesmo assim continuam falando como se eu fosse um erudito.
Nessa mistura de gestos e palavras incompreensíveis uma santa alma veio me salvar. Vendedora de frutas e munida de um celular com tradutor, a jovem tailandesa me mostrou em inglês que o ônibus realmente existia e sairia do mesmo ponto onde eu estava anteriormente. Além disso, ela se dispôs a esperar comigo. Conversa vai, conversa vem (através do tradutor obviamente), o onibus nao chegou.

Decidi ir caminhando mesmo, afinal de contas eram “apenas” 5 km. Tentei explicar isso para minha nova amiga e ela fez sinal para que eu esperasse ali mesmo. Alguns minutos se passaram e ela apareceu novamente, desta vez com sua motocicleta e o convite para me levar até o local onde um ônibus poderia me levar adiante.

Como mensagem final no tradutor recebi um : “eu adoro fazer novos amigos. Boa sorte em Bangkok”.

Como nao amar esse pais?

Dentro do ônibus, cheio de ventiladores, com cores berrantes, uma cobradora com uma certa idade, muitos estudantes e muitos olhares curiosos, me equilibrei até que anunciaram que eu deveria descer, apenas algumas quadras de distância do meu destino final.

Verifiquei o apartamento e fechei o contrato com eles, então era hora de partir para o escritório, para me situar e nao ter novas surpresas no dia seguinte, quando efetivamente começaria a trabalhar.

Ao virar uma esquina fui abordado por um motorista de tuk tuk (esses veículos de 3 rodas que levam turistas por aí). Expliquei que eu iria morar na Tailândia por 6 meses e que não tinha disposição para passeios naquele dia, mas ele estava mais interessado na minha vestimenta.

Ainda motivado pela promoção do meu time (Paraná Clube) para a primeira divisão do campeonato brasileiro, eu trajava o manto branco, com adornos azuis e vermelhos, coincidentemente as cores da bandeira da minha nova morada. Ao afirmar que eu sou brasileiro, as palavras “futebol”, “Ronaldo” e “Neymar” brotaram da boca do motorista, e com elas uma oferta para comprar a minha camisa do Paraná Clube.

“Desculpe amigo, eu nao posso vende-la, nem trocá-la. Essa tem um valor inestimável, mas posso tentar voltar com outra aqui e trocamos por uma da Tailândia, feito?”

Com esse combinado parti com mais um sorriso em troca, e seriam mais por vir. Cada troca de olhar com uma vendedora, um desconhecido ou um local qualquer resultava na mostra da arcada dentária, de uma forma gentil e acolhedora.

Em apenas um dia eu consegui me recompor da frieza, tristeza e escuridão que pairava no começo de inverno Berlinense.

Tailândia, a maravilhosa terra dos sorrisos!

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One thought on “Tailândia, a terra dos sorrisos

  • Andrea Maia dezembro 5, 2017 at 16:12 Reply

    Deve ser lançado ndo mesmo Tailândia 🇹🇭 gente sorridente mesmo. 💖

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